Os agrotóxicos são produtos químicos sintéticos usados em alimentos para evitar a proliferação de insetos. 

A agricultura atual é caracterizada pelo uso de novas técnicas e equipamentos, elevação do número de pesquisas agronômicas e o uso de uma diversidade de insumos, como agrotóxicos e fertilizantes.

Os agrotóxicos, também denominados de pesticidas ou praguicidas, são atualmente responsáveis pelo comércio de bilhões de dólares em todo o mundo.

Segundo definição descrita na Lei N°7.802 de 1989 os agrotóxicos são produtos ou agentes de processos físicos, quimicos ou biológicos. Cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos.

O Brasil é um grande usuário de agrotóxicos por causa do clima tropical e da grande área plantada. Em um boletim publicado em 2016 pelo Ibama, o Brasil produziu mais de 510 milhões de toneladas de ingredientes ativos para agrotóxicos.

Segundo um artigo publicado pela Embrapa em 2015 nos últimos 40 anos, a áreal plantada no Brasil aumentou 78%, porém o uso de agrotóxicos subiu 700%.

A Organização Mundial da Saúde –(OMS) estima que 70% das intoxicações agudas por exposição ocupacional são causadas por inseticidas.

Os comprometimentos à saúde com o contato continuado aos agrotóxicos podem variar intensamente, dependendo de características do indivíduo, como, por exemplo, estado nutricional, idade e sexo.

De acordo com a Embrapa, “o excesso de agrotóxico aplicado sem controle pode provocar sérios danos à saúde de quem consome o alimento produzido nestas condições e também do agricultor, que aplica o produto no campo”.

Diversos estudos mostram o potencial tóxico de agrotóxicos sobre a saúde da população urbana e também rural.

O trabalhador rural, muitas vezes por desinformação ou por falta de recursos, não utiliza os equipamentos de proteção individual no momento da preparação e utilização do produto químico. Infelizmente prejudicando a saúde dos aplicadores, chegando a causar a morte.

O Inca critica a permissão do uso no Brasil, de agrotóxicos já banidos em outros países. Caso do glifosato, um dos herbicidas mais comuns nas lavouras brasileiras, classificado como provável causador de câncer.

Apesar da preocupação com os agrotóxicos, o Inca deixa claro que as pessoas não devem diminuir o consumo de frutas, legumes e verduras, fundamentais para uma alimentação saudável e ainda defende a redução do uso de pesticidas e maior incentivo à produção de alimentos orgânicos.

Referências Bibliográficas:

http://www.ecoagencia.com.br/documentos/ensaio.PDF

Illona Maria de Brito Sá Stoppelli; Cláudio Picanço Magalhães. Saúde e segurança alimentar: a questão dos agrotóxicos. Ciência e Saúde Coletiva, 10: 91-110, 2005.

Diana Cléssia Vieira Belchior, et al. IMPACTOS DE AGROTÓXICOS SOBRE O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE HUMANA. Cadernos de Ciência & Tecnologia, Brasília, v. 34, n. 1, p. 135-151, jan./abr. 2014.

Embrapa

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